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16 de março de 2019

Análise: sucesso da Huawei no Brasil depende da campanha de marketing

No último fim de semana (10) a Huawei anunciou sua volta ao Brasil. Em maio a empresa, que contará com uma sede em São Paulo, venderá aparelhos premium no Brasil incluindo nos varejos em lojas física. Seis anos após a saída da empresa, ela parece ter aprendido a lição: não só trará os aparelhos de entrada e os intermediários, como também os premium. Mas o crescimento só deve acontecer quando o marketing da companhia der certo.

Voltemos a 2013. Naquele ano, o mercado de smartphone ainda estava bem concentrado em três empresas: Nokia tentando se recuperar, Samsung dominando as vendas internacionais e a Apple com o mercado norte americano e mobiles de alto custo. Mas a Huawei já demonstrava um futuro brilhante: naquele ano seu crescimento nas vendas, segundo a IDC, foi de 94% atrás apenas da LG que crescia a 110% graças ao sucesso do Nexus 4.

Em plena expansão, a chinesa buscou o Brasil pra expandir suas operações. No início a empresa apenas importava os aparelhos e os revendia aqui. Após alguns meses, ela anunciou que o Ascend G510 seria fabricado na terceirizada Compal Electronics, com uma fábrica em Jundiaí, São Paulo.

Mas o sucesso absoluto da Samsung com os aparelhos mais baratos e já conhecida dos consumidores nacionais espremeu qualquer chance da Huawei reagir. Naquela época comprar produtos chineses não era tão comum e qualquer fabricante de lá ficava estereotipada no termo "xing ling" que se refere a produtos de baixa qualidade.

Se aliar a Positivo em 2018 também não deu certo. Tanto que a parceria não durou nem um ano e já foi desfeita no mesmo ano em que foi criada.

Isso sem contar aos gastos quase inexistentes tanto na TV quanto na internet para "fazer acontecer" a chegada da marca no Brasil. O resultado não foi outro: as vendas fracassaram e a empresa teve que se retirar do Brasil.

Voltando para 2019 o cenário agora é outro: a Xiaomi hoje tem mais usuários do que a Asus no Brasil. Detalhe: a chinesa não está presente no Brasil oficialmente e a compra dos seus produtos depende de importação enquanto a Asus conta com o amplo conhecimento do consumidor e campanhas no Brasil.

Isso demonstra uma mudança radical no comportamento do brasileiro. As marcar chinesas passaram a ter uma aceitação muito maior do público. Entretanto contar com isso é perigoso. A Huawei precisa desenvolver um trabalho estratégico de marketing focando principalmente na marca e não somente nos produtos. Mostrar o desempenho e a preferência do consumidor em outros países e no mundo também vai ajudar.

A boa notícia é de que a empresa não pretende encerrar o ano sem a fabricação própria de aparelhos no país, o que deve reduzir consideravelmente os preços que inicialmente serão praticados em maio.

Fontes: UOLExameG1Tecmundo

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