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9 de agosto de 2017

Fragmentação dos serviços de streaming pode prejudicar o combate à pirataria


Era uma vez um mundo em que o catálogo das principais produtoras de conteúdo estava disponível na Netflix, até que todas elas perceberam que streaming era um serviço muito lucrativo e resolveram criar o próprio. Apesar de iniciar o texto como um conto de fadas, a história é real e está acontecendo de forma acelerada.

O preço baixo da mensalidade atraiu cada vez mais consumidores, desde que a Netflix foi lançada na internet em 2007 e a opção e facilidade de acesso ao serviço fez com que ele se tornasse referência na produção de conteúdo nos tempos modernos.

Ano passado, a empresa produziu mais de 600 horas de conteúdo entre séries, filmes, documentários, musicais e show de comédia o que fez com que ela ultrapassasse a marca de 100 milhões de assinantes no mundo fazendo o seu lucro aumentar em 60% no segundo semestre desse ano para US$ 65,6 milhões.

De olho nesses números, vimos nos últimos anos várias empresas investirem em seus próprios serviços de streaming. Temos o Fox Play, Amazon Prime, o recém anunciado serviço da Disney e a disponibilização do HBO GO para pessoas que não são assinantes da HBO mas que desejam pagar uma assinatura mensal para acessar os serviços da empresa.

Na maioria dos casos, quando uma empresa opta pela criação do seu próprio serviço, isso significa a retirada de dezenas de opções no catálogo da Netflix, o que obriga aos amantes desses filmes e séries a assinar mais um serviço de streaming.

Com a retirada dos títulos e a fragmentação nas opções oferecidas, o combate a pirataria acaba por ser diluído já que se antes os consumidores encontravam muitas opções apenas na Netflix, ele acaba se vendo obrigado a assinar vários serviços para consumir o mesmo que ele fazia antes.

Segundo uma pesquisa feita na Austrália em 2015 pela IP Awareness Foundation a pirataria caiu de 29% em 2014 para 25% após a chegada da Netflix no país, o que poderia comprovar uma relação direta entre ambos os casos.

Resta saber qual será o movimento dos consumidores em torno de tantas opções de serviços e com a diminuição nas opções de outras empresas no catálogo da Netflix. A compra da Millarworld anunciada na última segunda-feira mostra que a Netflix já está se movimentando para se tornar menos dependente de outras produtoras.

Fontes: O Globo e Na Telinha