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18 de julho de 2017

Opinião: Após 3 anos de dificuldades com o Windows Phone, percebi o que estava perdendo não usando o Android


Aposta: essa é a palavra que resume a minha experiência de três anos no Windows Phone/ Windows 10 Mobile. Desde o primeiro momento, lá em 2014, quando decidi embarcar na plataforma, a esperança de uma melhora e a fluidez do sistema sempre foram os aspectos que me mantiveram firme em apostar que no futuro o sistema mobile da Microsoft teria grande parte dos seus problemas resolvidos.

O Lumia 720 era um excelente aparelho em 2013: sua câmera, a tela satisfatoriamente boa e o seu corpo unibody chamaram a minha atenção. Na época, tinha smartphones parecidos como o Moto G como opção, mas preferi escolher o excelente aparelho da Nokia como primeiro smartphone.

Não demorou para que os primeiros problemas aparecessem: a falta de aplicativos e funções como deslizar para baixo e acessar configurações básicas incomodavam muito. No Windows Phone 8.1 o problema do menu rápido de configurações foi resolvido, isso sem contar outras funções bem interessantes como pressionar o voltar e poder fechar os apps tornaram o sistema bem menos cru.

Os comerciais da Nokia continuaram na TV e o lançamento de aparelhos continuou a todo vapor em 2014, mesmo após a compra pela Microsoft. Foi aí que continuei na plataforma e atualizei para o novíssimo Lumia 730, afinal, apesar da falta de aplicativos, a perspectiva era só de melhora.

2015 chegou com ele as promessas e os intermináveis adiamentos no lançamento do Windows 10 Mobile. Afinal, várias novidades interessantes como o Word e Powerpoint mais completo chegariam no sistema da empresa, isso sem contar com os apps esperados.

Os apps não chegaram e a falta de paciência começou a se tornar cada vez mais presente em 2016. Isso sem contar que, além da não chegada de novos aplicativos, os que tinham na loja como Uber e apps de bancos simplesmente pararam de ser atualizados. O download do app da Netflix chegou para todos, menos para os usuários do Windows 10 Mobile.

Até que, após três anos no sistema da Microsoft, decidi abandoná-lo e comprar um simples Alcatel Pixi 4 com Android 6.0. Primeiramente pensei que teria vários problemas de travamentos como diziam, mas me surpreendi com a fluidez e com a beleza do sistema. O Android que diziam para mim não é o mesmo que estou usando agora.

Ao contrário do que acontecia no Windows 10 Mobile que basicamente apenas apps da Microsoft eram atualizados, no Android a todo momento chegam novidades para praticamente todos os apps aqui instalados. Agora posso fazer o download dos filmes e séries na Netflix, mesmo com um smartphone muito barato, consigo rodar títulos como Alphalt X e Future Fight, isso sem contar as várias outras opções de apps. O Uber está atualizado e os aplicativos de bancos também e agora não preciso usar uma versão alternativa de nenhum app, afinal, no Android os originais estão todos lá.

São coisas simples como essas, que me fazem crer que finalmente estou usando um smartphone. Apenas a aclamada fluidez do Windows 10 Mobile não consegue sustentá-lo. O que faz um aparelho ser útil, no meu caso, são os apps que estão presentes nele e não apenas se quando eu tocar na tela ele vai executar a função que eu queira de forma rápida.

O que eu sinto usando esse simples Alcatel Pixi 4 é que, com ele, eu faço tudo que eu fazia no Windows 10 Mobile e muito mais. Se a Microsoft ainda pretende apostar em alguma plataforma móvel, ela primeiro precisa se assegurar que terão aplicativos para ela porque sem eles, para que serve um smartphone?