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17 de maio de 2016

Motorola se afasta ainda mais do que já foi a linha G: considerações sobre o Moto G4, G4 plus e G4 Play


Com o esperado upgrade na memória Ram e uma melhora considerável na qualidade do display, a Motorola divulgou e lançou os mais novos membros da família Moto G: o G 4, G 4 Plus, e G 4 Play seguindo a nova ideia da empresa de lançar mais de uma versão da mesma linha, como vimos com o Moto X.

Dando prioridade as configurações, a Motorola acabou aumentando ainda mais o preço do Moto G, O modelo básico. o G 4, custa R$1.299. O irmão do G 4. o G 4 Plus, sai por R$1499, a câmera de 16 MP com foco a laser, os 32GB de armazenamento e o sensor de digitais são os motivos para o preço alto. Temos ainda o Moto G 4 Play com uma tela menor, configurações mais humildes e preço que, segundo a empresa, deve ser menor que R$ 1 mil (será que R$999? Vamos esperar). O G 4 e o G 4 Plus. os mais caros, já estão disponíveis enquanto o Play só deve chegar em agosto.

Moto G 4
Com uma tela de 5,5 polegadas com resolução de 1920x1080, a Motorola deu um belo upgrade no modelo principal da linha G. Além disso, temos uma câmera de traseira de 13MP e uma frontal de 13 megapixel. A bateria é de 3.000 mAh. O armazenamento é de 16 Gb com expansão para até 128 GB. Temos ainda um processador Octa-core rodando a 1,5 e uma GPU Adreno 405. O G 4 só pode ser adquirido na versão com 2GB.

Com esse modelo, a impressão que temos da Motorola é a de que a empresa se esqueceu um pouco que o Moto G é um aparelho intermediário. Levando em consideração o preço de R$1.299, chega a ser cômico pensar que o consumidor está pagando tanto para ter um aparelho que faz parte de uma linha que era símbolo de economia, preço baixo e qualidade.


Moto G 4 Plus
Sendo o irmão mais poderoso da linha, o Plus conta com a mesma tela e resolução do G 4, ele conta com a opção de 2 GB ou 3 GB de Ram, o mesmo processador que o G 4, mas uma câmera traseira poderosa de 16 MP. O sensor de impressão de digitais é o destaque do G 4 Plus. O consumidor pode escolher entre 16 GB ou 32 GB. A bateria é a mesma: 3000 mAh.

A Motorola, com esse aparelho, lança um top de linha dentro da linha intermediária. Sinceramente não sei qual é a proposta da empresa com isso. A Motorola acabou ficando conhecida por lançar três linha de aparelhos E, G e X muito bem desenhadas e dividias entre seus faixas de preço e público alvo, mas com esse aparelho saindo a R$1499, ela deixando confuso algo que era simples de entender.


Moto G Play
Prometendo o menor preço dessa geração, a Motorola anunciou o Play, o modelo mais básico entre os G 4. Contando, também, com a tela HD e com o tamanho menor (5 polegadas), o aparelho também 'economiza' no processador: ele conta com um processador quad-core. O armazenamento é de 16 GB e a bateria é de 2.800 mAh.

Com um preço indefinido, é complicado dizer se esse aparelho é realmente vantajoso ou não. Mas, espero que a Motorola não tenha dito que ele custará menos de 1000 reais e lançar ele por 999 reais. Vê se não decepciona, Lenovo!


Considerações finais
A Motorola, quando anunciou o primeiro Moto G em 2013, trouxe uma proposta que mudou muito o mundo dos smartphones: a ideia era lançar um aparelho com configurações bem satisfatórias, muito melhor que os básicos disponíveis na época, por um preço muito satisfatório que, aqui no Brasil, não ultrapassava os R$700.

O tempo passou, as configurações melhoraram, mas o preço subiu de forma totalmente desproporcional a proposta da linha. Se antes a empresa focava em atender os consumidores que queriam pagar apenas um pouco mais em um aparelho com configurações bem melhores que os aparelhos básicos, ano passado a Motorola traz uma surpresa: o Moto G 3 havia sido lançado por R$1000.

Se, quando foi lançado em 2013 a proposta do aparelho era a de oferecer um produto excelente pela faixa de preço em que ele estava, agora a empresa eleva o preço a patamares que ninguém imaginava. Se me dissessem em 2013 que o Moto G 4 custaria, no futuro R$1299, iria achar que era piada de mau gosto.

Outro ponto que gostaria discutir é o das versões dos aparelhos. Além do aumento nos preços, a Lenovo decide lançar mais versões do mesmo aparelho. Resultado? Ele acaba sofrendo do mesmo problema que a Samsung tenta, a vários anos, se livrar: a confusão causada entre os modelos. Custava ter deixado a linha Moto do jeito simples e fácil de entender como era antes?

É uma pena que, sob a gestão da Lenovo a Motorola tenha, aos poucos saído dos trilhos. Apesar de lançar versão 'Plus disso e versão Mega daquilo' ser uma tendência, a linha Moto estava muito bem, obrigada, como estava antes: simples, com um preço que era justo e sem aparelhos intermediários que tentam imitar tops de linha.

Fontes: TechTudo e Tecmundo