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21 de março de 2017

Stories: Zuckerberg mostra a cada dia como o Snapchat era muito valioso para ele


A polêmica está instalada: após várias tentativas de compra sem sucesso, Mark Zuckerberg, insatisfeito, resolveu colocar uma das principais funções do Snapchat em todos os aplicativos que o Facebook é dono como o WhatsApp, por exemplo.

Mas, esse fascínio de Zuckerberg pelo Snapchat não é de hoje. Desde que o Instagram foi adquirido em 2012, Mark percebeu que o app de fotos poderia ser o competidor direto contra o ainda embrionário Snapchat, que pareceu encantá-lo. Afinal, um aplicativo onde as pessoas tem liberdade de postar o que quiserem e tudo é deletado em um curto intervalo de tempo tinha tudo para fazer um grande sucesso no futuro.

Ele sabia disso, e não foi atoa as várias tentativas de compra do Snapchat, todas malsucedidas. Magoado, ele simplesmente tornou o Snapchat o app a ser batido, o alvo no qual ele dedicaria todos os seus esforços para vencer.

Fracassos sucedidos

Primeiro tivemos a criação do Poke, app que também apagava as fotos segundos depois de enviadas, mas que ao contrário do Snapchat as mantinha armazenadas nos servidores. Com a baixa atratividade, o app falhou e foi rapidamente removido em poucos meses após o seu lançamento.



Desiludido de que a batalha com o jovem app que, em 2013, tinha apenas dois anos, Zuckerberg resolveu fazer uma proposta: apesar do Snapchat valer US$2 bilhões, ele ofereceu US$3 bilhões.  Evan Spiegel, CEO do Snapchat achou o valor baixo e recusou. Mais uma derrota.

Hoje o Snapchat vale mais de US$ 25 bilhões.

Com o dinheiro que seria usado na venda, o Facebook tentou, em 2014, mais uma vez criar um concorrente: Slingshot. Para tentar impulsionar essa nova empreitada, o usuário só poderia receber uma foto se a outra enviasse, o que aumentaria a frequência de uso, na teoria. Na prática, Mark acumulou mais um fracasso.

No mesmo ano, o CEO do Facebook deu uma entrevista na qual ele mostrava a admiração com a ideia do Snapchat. Segundo ele, o aplicativo facilita a comunicação entre as pessoas respeitando a privacidade.

[Antes do Facebook] não havia infraestrutura de privacidade para se comunicar com sua comunidade ou apenas com um grupo de amigos e, por causa disso, as pessoas tinham de escolher entre conversar publicamente ou com uma audiência muito pequena. O Snapchat é um fenômeno de privacidade muito interessante porque cria um novo tipo de espaço de comunicação. Agora você sente que tem um espaço para [compartilhar] coisas que as pessoas anteriormente não tinham.

Mudança de foco

Com tantos fracassos acumulados, Zuckerberg decidiu que a melhor maneira, então, era usar a sua artilharia para tentar bombardear os usuários do Snapchat e convencê-los de migrar para os serviços de suas empresas.

Em agosto de 2016 ele resolveu criar o Instagram Stories que, junto com o Instagram Direct, transformaram o app do Facebook em mais uma linha de frente para atacar o Snapchat.

Se já não bastasse isso, o Zuckerberg decidiu também colocar uma ferramenta muito parecida no WhatsApp, com o novo status. Se antes o usuário só poderia colocar uma simples frase, hoje ele pode colocar uma foto, gif ou vídeo que automaticamente será compartilhada na aba status dos seus contatos. Detalhe: eles serão apagados em 24 horas.

Calma que ainda tem mais: ele ainda vai colocar o recurso Stories no Facebook, como o mostra o vídeo que você vai conferir a seguir. A ideia é a mesma do WhatsApp: um feed dos seus amigos que desaparece após 24 horas.


Como deu para perceber, o fascínio de Mark Zuckerberg com o Snapchat não é novo. Inclusive, já se tornou comum encontrar memes que brincam com isso a algum tempo. É perceptível que ele ainda guarda mágoas com as diversas tentativas e "nãos" que ele recebeu do Snapchat, resta ele parar para refletir, se não está na hora de superar isso.