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25 de maio de 2016

Já vai tarde: Desistência da Xiaomi do Brasil é mais culpa da empresa do que do governo

Menos de um ano depois da chegada ao Brasil, a Xiaomi anunciou hoje (25) que não irá mais lançar aparelhos a curto prazo por aqui. O motivo? As constantes modificações na tributação e na fabricação de vendas online.

Apesar de toda a crise financeira que o Brasil atravessa atualmente, acredito que a Xiaomi está colocando demais a culpa no governo e se esquecendo de alguns tropeços que cometeu e que foram decisivos para que ela não alcançasse o sucesso esperado por aqui. Vamos aos pontos.

Quis vender mas não ofereceu opções
Quando a empresa desembarcou aqui no Brasil ela chegou cheia de promessas. Dizendo que traria os seus produtos para cá oferecendo um preço que a concorrência nem imaginava, acabou causando um ânimo geral na época. Afinal, não era isso que o consumidor brasileiro queria?

Mas, de lá para cá a Xiaomi manteve à venda aparelhos que, além de 'velhos', se considerarmos as versões atualizadas que a empresa já tinha lançado lá fora, também eram poucos. Apenas o Redmi 2 e o Redmi 2 Pro foram colocados a venda. E o Mi4? Ficou de fora. E o Mi5? Nem sonhando.

Como que a Xiaomi esperava vender se a própria empresa não disponibilizava opções para o consumidor? Além disso, a crise não pode ser um dos culpados por uma empresa de grande porte se instalar em um país e em menos de um ano ir embora. Nem mesmo no ano passado quando a economia ainda não passava por essa fase tenebrosa a chinesa se dedicou mais em trazer os últimos lançamentos aqui.

Divulgação muito fraca
A Xiaomi sabe que apenas os que acompanham o mundo da tecnologia a conheciam antes da empresa desembarcar por aqui, o que poderia dificultar, e muito, na venda de novos produtos. Apesar disso, a chinesa resolveu manter a sua mesma estratégia: divulgação através da internet e, conforme os consumidores comprariam, iriam divulgando e aumentando a popularidade da empresa.

O problema é que, o erro número 1 (poucos aparelhos) acabou atrapalhando, também a divulgação. Afinal, com poucas opções, nem muitas pessoas compram, o que atrapalha a divulgação 'boca-a-boca'.

Quanto a divulgação nas redes sociais acredito que ela deveria ter sido bem maior. A página deveria ter sido mais divulgada, poderiam ocorrer, também, mais promoções e eventos divulgando a marca. Mas, como a empresa parece não ter se empenhado muito nisso, esse calhou de ser mais um erro grave.


É uma pena que uma empresa como a Xiaomi já esteja partindo do Brasil. Se ela tivesse lançado mais produtos ou divulgado melhor os seu aparelhos, talvez ela teria tido melhores resultados por aqui. 

Discordo do discurso de que a culpa é da economia ou de contantes mudanças nas regras de mercado. Elas podem influenciar, mas estão longe de serem os principais culpados pelo fracasso da vinda da Xiaomi ao Brasil.

Fonte: G1 e Tecnoblog